HISTÓRICO-CULTURAL

Belém – Cidade das Mangueiras

A inauguração de Belém se deu no dia 12 de janeiro de 1616, quando o Capitão-Mor Francisco Caldeira Castelo Branco, enviado pela coroa portuguesa para defender o território contra as tentativas de conquista da França, Holanda e Inglaterra, ergueu no encontro dos rios Pará e Guamá o Forte do Presépio, hoje conhecido como Forte do Castelo.

No início a cidade era chamada de Feliz Lusitânia. Mais tarde passou a ser chamada de Santa Maria do Grão Pará bem como de Santa Maria de Belém do Grão Pará, até finalmente chegar à denominação atual de Belém.
Com o crescimento da importância da borracha (Seringueira - Hevea brasiliensis), que gerou o chamado ciclo da borracha, entre o final do século XIX e começo do século XX, Belém atingiu grande importância comercial. Desta época datam construções como o Palácio Lauro Sodré, Colégio Gentil Bittencourt, Teatro da Paz (1878), Palácio Antônio Lemos e o Mercado do Ver-o-Peso (1901). O Mercado do Ver-o-Peso, todo de ferro, foi construído em Londres e Nova Iorque e transportado aos pedaços para ser instalado no local.

Atualmente Belém ocupa uma área de 51.600 ha, onde mais da metade é representada por ilhas. Partes baixas da cidade e das ilhas são inundadas diariamente pelas águas das marés, enquanto as zonas mais altas alcançam no máximo 14 m acima do nível do mar. Belém possui clima quente e úmido, com temperatura média de 26º C, umidade relativa do ar de 80 a 90% e precipitação pluvial anual de 2500 a 3000 mm. A estação chuvosa é de dezembro/janeiro a maio e a seca de junho a novembro/dezembro.

Belém é rica em história, em cultura e em natureza, que pode ser vista na sua forma mais exuberante em cada uma de suas ilhas, verdadeiros paraísos ecológicos que circundam a cidade. É rica também em cores, cheiros e sabores, que podem ser sentidos em cada esquina, nas especialidades da culinária mais típica do Brasil, fruto da natureza pródiga, da colonização portuguesa e das heranças indígena e africana.

Essa miscigenação cultural e racial também se faz presente no artesanato e no folclore riquíssimos, um lado uma cidade moderna em perfeita harmonia com a natureza, digna de uma metrópole amazônica e, do outro, a arquitetura secular de origem nitidamente portuguesa, com um toque do neoclássico francês.

A culinária é excepcional pela sua variedade, com elementos europeus e indígenas, mais ou menos misturados. Apesar do calor da região, muitas comidas são quentes e apimentadas, com caldos de plantas regionais, como o tucupí, que é retirado da mandioca. As frutas, com sabores e cheiros inconfundíveis e desconhecidos para pessoas de regiões não tropicais, podem ser saboreadas in natura ou como sucos e sorvetes de superior qualidade.

Fonte:
Paratur http://www.belemtur.com.br/informa/roteiros.htm


POSTOS DE INFORMAÇÕES TURÍSTICAS
A Companhia de Turismo de Belém possui cinco Postos de Informações Turísticas -PIT's, que prestam orientações aos turistas e à população em geral sobre os serviços oferecidos pela Prefeitura de Belém. Estão instalados nos seguintes locais:

*SEDE DA BELEMTUR - loja de souvenirs
Av.José Malcher, esquina da Rui Barbosa- tel: (91) 3242.0900/0033

*AEROPORTO INTERNACIONAL DE VAL DE CÃES
tel: (91) 3210.6272

*MERCADO DE SÃO BRÁS
tel: (91) 3249.9190

*TERMINAL FLUVIAL PRAÇA PRINCESA ISABEL
tel: (91) 3249.6250

*SOLAR DA BEIRA - Mercado do Ver-o-Peso


Coordenadoria Municipal de Turismo – Belemtur:
Conheça Belém: http://www.belemtur.com.br/conhecer/belem.htm http://www.belemtur.com.br/
Teatro da Paz: http://www.theatrodapaz.com.br/galeriahome.htm
Pontos turísticos: (ver http://www.belemtur.com.br/conhecer/belem.htm)
  • Mercado Ver-o-Peso: A maior feira livre da América Latina é também o símbolo de Belém e seu maior ponto turístico.
  • Estação das Docas: O que antes era um galpão fechado, que impedia que o belenense visse a baía do Guajará de perto, agora é um dos pontos turísticos mais visitados de Belém. A Estação das Docas foi inaugurada há 4 anos e, desde então, é um ponto obrigatório para quem passa pela cidade das mangueiras.
  • Theatro da Paz: Importante símbolo que relembra toda a riqueza que a Amazônia viveu na época da borracha, o teatro também retoma um período muito importante da história da cidade. Foi a partir de sua construção, que começou uma tímida urbanização, no que hoje é o atual centro de Belém.
  • Parque da Residência: Localizado na antiga residência oficial dos governadores paraenses, o Parque da Residência é um ícone de luxo e beleza na avenida Magalhães Barata, uma das principais de Belém.
  • Núcleo Cultural Feliz Lusitânia: No final de 2002, Belém ganhou mais um complexo turístico. Um projeto inserido no Complexo Urbanístico do Centro Histórico de Belém, que compreende o Forte do Castelo (antigo Forte do Presépio), o Museu de Arte Sacra (antigo Colégio Jesuíta de Santo Alexandre e Palácio Episcopal), o Palacete das Onze Janelas (antigo Hospital Militar) e anexos. Esses espaços representam o marco original da fundação de Belém, com edificações que remontam aos séculos XVII e XVIII.
  • Museu Paraense Emílio Goeldi: O parque do museu reúne cerca de 800 árvores típicas da região, como samaúma, acapu e cedro, e 600 espécies de animais, muitos deles ameaçados de extinção, como o peixe-boi, arara-azul, pirarucu, e a onça pintada.
  • Bosque Rodrigues Alves: O Bosque Rodrigues Alves ganhou status de Jardim Botânico em julho de 2002, com base na resolução 266 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).
  • São José Liberto: O antigo presídio São José deu lugar em 2002 ao Pólo Joalheiro - Casa do Artesão. Atualmente, o espaço abriga o Museu de Gemas do Pará, o Pólo Joalheiro, uma capela, (onde há concertos de música sacra) e a Casa do Artesão. Um lugar bonito de se ver, com venda de artesanato, anfi-teatro, apresentações culturais e lanchonete. Certeza de uma boa visita.
  • Ver-o-Rio: É um ponto turístico bastante visitado, em Belém. Numa área de cinco mil metros quadrados de frente para a Baía do Guajará, o projeto alia contemplação à natureza com a praticidade na utilização do espaço urbano. Está à disposição dos visitantes uma grande variedade de frutas e ervas amazônicas.
  • Teatro Waldemar Henrique: Espaço para apresentações de grupos experimentais da região, além de exposição de produtos que contam e fizeram parte do cenário teatral do Pará.
  • Palacete Bolonha: Obra construída pelo arquiteto Francisco Bolonha para a esposa, a pianista Alice Tem-Brink, em 1905. Do quarto andar do Palacete, há uma visão fantástica para a Baía do Guajará. Toda em estilo eclético, a construção tem elementos de art nouveau, neoclássicos, góticos e barrocos, como se pode ver no formato de agulha no alto do Palacete.
  • Praça da República: A Praça da República, pela sua amplitude, localização e monumentabilidade, é, sem favor, um dos espaços urbanos mais importantes da capital paraense. Contendo em sua vasta extensão, o Teatro da Paz, o Teatro Waldemar Henrique e o Serviço de Atividades Musicais da Universidade Federal do Pará.
  • Praça Batista Campos: Praça com coretos do século XIX. Foi construída na fase áurea da borracha e inaugurada em 1904, pelo então intendente Antônio Lemos. É considerada uma das mais belas praças do Brasil.
  • Mangal das Garças: um parque com cascata, lagos, palmeiras, gramado, viveiros de pássaros e de borboletas, e várias espécies aquáticas de fauna e flora. Quase toda a natureza do parque foi criada, os lagos são abastecidos com águas do rio Guamá. Há vegetação de várzea, de terra firme e de campos. A torre do Farol de Belém, com 47 metros de altura é um dos atrativos do Mangal. A estrutura tem um elevador para transportar os visitantes a dois níveis de observação: no primeiro, já é possível uma ampla visão da Cidade Velha e do próprio parque, e no topo funciona o mirante de Belém, onde está instalado o farol.

Voltar