Introdução à Lista Brasileira de Répteis
Esta é a nova versão da já tradicional Lista Brasileira de Répteis, divulgada através da página da SBH desde 2004, quando começamos a computar os répteis ocorrentes no Brasil (à época com 631 espécies estimadas).
Os leitores que a consultam regularmente perceberão que nós acrescentamos novas informações e a estamos apresentando em novo formato: um quadro com colunas para inserir dados de cada táxon, ao invés de uma simples lista corrida das espécies levantadas.
Entre as novidades da nova versão destacamos:
a) apresentação como arquivo PDF, ao invés de HTML;
b) disponibilização das versões anteriores datadas e também em PDF;
c) data de fechamento da Lista, mostrando até que momento a Lista pode incorporar novidades taxonômicas publicadas no ano;
d) destaque para espécies adicionadas à Lista, tanto descrições novas quanto registros novos para o Brasil;
e) destaque para táxons excluídos da última versão da Lista para a atual, após avaliação mais rigorosa e percepção da inexistência de registros dos mesmos para o Brasil;
f) notas de rodapé explicativas, especialmente a respeito de opiniões de ordem taxonômica, de nomenclatura ou de autoria divergentes das adotadas na Lista;
g) inclusão de táxons a nível subespecífico, com o objetivo de expor a correta diversidade de répteis apresentada pelo Brasil;
h) inclusão de diversos níveis taxonômicos além de ordem e família;
i) inclusão dos autores de todos os níveis taxonômicos considerados; e
j) informações indicativas de táxons endêmicos e não endêmicos do Brasil.
A presente Lista de espécies e subespécies foi formada e organizada por Renato S. Bérnils e Henrique C. Costa, que assumem total responsabilidade pela compilação de dados aqui apresentada. A despeito da autoria citada, a Lista também contou com a colaboração de diversos pesquisadores, não apenas brasileiros, não somente herpetólogos.
Nós, autores da Lista Brasileira de Répteis, evitamos fazer julgamentos de valor sobre os resultados taxonômicos que extraímos das publicações que incorporamos à mesma. Nossa política de preparação da Lista estabelece a obrigatoriedade de adotar todas as mudanças taxonômicas e/ou de nomenclatura publicadas em veículos adequados (mormente revistas indexadas), mesmo quando temos posições pessoais discordantes das mudanças propostas.
Com essa atitude objetivamos nos manter imparciais, uma vez que a Lista é divulgada através da página de uma sociedade que congrega herpetólogos com visões eventualmente distintas, algumas vezes até opostas e conflitantes. Assim, as alterações reproduzidas de forma acrítica na Lista são mantidas até que novas publicações venham a rechaçá-las com argumentos taxonômicos e/ou novas propostas de arranjos dos táxons envolvidos.
Por conta dessa característica do modus operandi da Lista, ficamos ao sabor das propostas lançadas quase que mensalmente na literatura especializada, o que nos dá trabalho constante e gera indignação nos leitores menos afeitos à instabilidade da sistemática de répteis.
Nesse sentido, cabe esclarecer que a taxonomia animal, antes fortemente subordinada às opiniões dos especialistas mais respeitados, ganhou crédito maior quando passou a refletir propostas determinadas filogeneticamente. A partir de então a taxonomia animal tomou ares de ciência bem feita, não mais estipulada apenas pela autoridade deste ou daquele pesquisador. Portanto, a volubilidade a que hoje os arranjos taxonômicos estão sujeitos, nada mais é do que a velha e boa Ciência sendo levada a sério, buscando traduzir, nos nomes dos táxons e em seu ordenamento dentro da hierarquia dos grupos, a “verdadeira” posição que as espécies ocupam na natureza.
Riqueza de Répteis no Brasil
Até o momento (dezembro de 2012) foram reconhecidas 744 espécies de répteis naturalmente ocorrentes no Brasil: 36 quelônios, 6 jacarés, 248 lagartos, 68 anfisbenas e 386 serpentes. Considerando táxons em nível de subespécie (muitos dos quais se insinuam como espécies plenas), o total de formas de répteis registradas para o Brasil salta para 790, das quais 374 são endêmicas do País.
O Brasil continua a ocupar a segunda colocação na relação de países com maior riqueza de espécies de répteis; fica atrás apenas da Austrália (com 864 espécies registradas, segundo Wilson &Swan, 2008), mas suplanta México, Índia, Indonésia, Colômbia, China e Peru, aproximadamente nessa ordem.
Faça o download da lista 2012.2 aqui
Download the 2012.2 list here
LISTAS DE RÉPTEIS ANTERIORES PARA DOWNLOAD:
Lista Répteis 03 – outubro 2006
Lista Répteis 04 – janeiro 2007
Lista Répteis 06 – setembro 2007
Lista Répteis 08 – outubro 2008
Lista Répteis 10 – outubro 2009
Lista Répteis 13 – outubro 2011
Lista Répteis 14 – dezembro 2011
Lista Répteis 15 – setembro 2012.1
Lista Répteis 15 – september 2012.1 – english




